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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Explicando a prática da Aromaterapia




A aromaterapia, basicamente, procura transmitir toda a energia (a força vital da planta) concentrada nos óleos essenciais ao paciente. Afinal, esta energia pode atuar positivamente sobre o nosso corpo e mente, trazendo bem estar geral e melhorando a nossa qualidade de vida. Mas é imprescindível alertar que o tratamento terapêutico utilizando os óleos essenciais deve sempre ser administrado por um profissional da área, capaz de avaliar e acompanhar o quadro de cada paciente – levando em consideração seus aspectos físicos, mentais e emocionais. Neste sentido, os óleos essenciais são comumente empregados de três formas distintas: por inalação, absorção pela pele ou ingestão,sendo esta última muito pouco utilizada aqui no Brasil
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Inalação
É considerada a forma mais segura de utilização dos óleos essenciais. Aqui uma parte do aroma inalado vai para os pulmões via traquéia, penetra nos brônquios, bronquíolos e alvéolos e passa para a corrente sangüínea nas trocas gasosas. Em paralelo, a outra parte do aroma vai ate o cérebro e estimula determinadas áreas do sistema límbico e do hipotálamo, que controlam a maioria das funções vegetativas e endócrinas do corpo. Há dois tipos: a inalação direta e a indireta. A inalação direta é utilizada no tratamento de problemas específicos do aparelho respiratório, como asma, bronquite, sinusite, etc.

Absorção pela pele
Na aromaterapia a via de administração mais utilizada é a cutânea, pois além da ação farmacológica das substâncias que compõem o óleo, a massagem por si só já traz claros benefícios ao paciente. No entanto, é imprescindível saber fazer a diluição do óleo essencial nos óleos carreadores para se obter uma boa ação terapêutica.

Óleos Essenciais
Conceitualmente, os óleos essenciais são misturas complexas de compostos vegetais, voláteis, geralmente odoríferos, exalados por cer­tas plantas aromáticas e principalmente por suas flores. São produzi­dos nos diferentes órgãos vegetais, estando contidos em estruturas especiais ou em aparelhos secretores e compostos por hidrocarbonetos de natureza terpênica e suas formas oxidadas. Além de odoríferos, são altamente voláteis e têm consistência mais aquosa, diferentemente dos óleos gordurosos.
Podem ser encontrados em raízes (gengibre, vetiver), folhas (ale­crim, eucalipto), flores (jasmim, rosa), casca de árvores (canela, pau­-rosa), resinas (mirra) e casca de frutas (laranja, limão).
No reino vegetal não há dúvidas que os aromas tenham função prática. Se aceita que os óleos essenciais de uma planta sejam meca­nismos de defesa natural e também atuem contra infecções causadas por microorganismos e insetos. Todos os óleos essenciais são consi­derados anti-sépticos e alguns deles possuem também propriedades antivirais e antiinflamatórias.
Essências

As composições ou essências são misturas de óleos essenciais naturais ou sintéticos preparadas para reproduzir cheiros naturais ou criar outros que com a utilização exclusiva de óleos essenciais naturais não seria possível e não tem ação terapêutica.
Qualidade Certificada
Os óleos essenciais  devem ter qualidade certificada com laudos técnicos. Os óleos essenciais importados são 100% puros e de primeira qualidade. Alguns óleos essenciais são produzidos no Brasil (laranja, limão, eucalipto, etc.).
Os produtos devem ser manipulados por um laboratório de alto nível com perfeita segurança e conservação para o consumidor. Nos processos de envasagem de óleos e essências são feitas análises físico-químicas dos produtos, como inspeção na qualidade, análises de pureza, e outros.
Métodos de extração de óleos essenciais
Para extrair os óleos essenciais da maneira mais efetiva e terapêutica, são usados vários métodos.
A destilação, por ser o mais antigo e mais usado, é explicado em maiores detalhes abaixo.

Com o método da pressão fria (também conhecida como escarificação), os óleos essenciais são extraídos das camadas mais externas dos frutos cortadas, retalhadas, amassadas ou prensadas e colocadas na pressão.

Com o método “enfleurage” absoluta, as partes das plantas são extraídas com a gordura animal ou vegetal, até que seja alcançado o máximo de absorção, então junta-se álcool para separar o óleo essencial da gordura.

Com o método do solvente químico, as partes das plantas são imersas num derivado petroquímico, um solvente orgânico mineral como o hexano (em vez da gordura animal usada na “enfleurage”), para que se produza uma espécie de pomada que então é tratada com álcool, para separar a cera da planta do óleo essencial (obs.: tantos os extraídos com este método quanto com o anterior, não são óleos essenciais autênticos).

Com o método dióxido de carbono, os óleos essenciais são extraídos colocando-se a matéria prima sob alta pressão por alguns minutos, sem qualquer reação química ou resíduos de solvente. Por ser um processo novo e caro, ainda está sendo avaliado, mas parece ser muito promissor.



Armazenamento e Conservação
Os óleos essenciais cuidadosamente armazenados po­dem durar muitos anos. Devem ser conservados em frascos escuros e fechados para impedir sua deterioração pelo contato com a luz e o ar. Também devem ser protegidos de variações de temperatura, pois o calor prolongado altera o produto.
Em Aromaterapia, bem como em perfumaria e cosmética, deve-se usar somente o que há de melhor em óleos essenciais e escolher muito bem os seus fornecedores. É indicado comprar essências de marcas conhecidas e confiáveis, mesmo que custem mais caro. É importante lembrar que os bons resultados terapêuticos não tem preço.
A garantia de qualidade
A composição das essências não só varia de uma parte da planta para a outra, mas a localização, a hora do dia, o clima e as estações do ano também determinam o melhor momento para a extração. A qualidade, o preço e a intensidade dos óleos essenciais variam de acordo com a planta, a parte utilizada, a hora da colheita, a riqueza do solo, a qualidade do método de cultivo, o processo de destilação e a confiabilidade da empresa que os produz.
Há uma grande variedade de óleos essenciais no mercado, indo das adulterações sintéticas aos óleos destilados mais puros e naturais. Para fins terapêuticos, é importante encontrar um óleo de qualidade superior, que seja puro, de preferência produzido de forma natural ou vindo de uma plantação orgânica e destilado através de técnicas de baixa pressão, o que preserva suas valiosas propriedades químicas.
Cuidado com os óleos sintéticos produzidos através dos recentes avanços da química. As substancias sintéticas e as fragrâncias artificiais não substituem as verdadeiras qualidades terapêuticas e aromáticas dos óleos essenciais.

Tipos/caminhos da aromaterapia
Os quatros tipos de aromaterapia estão relacionados a diferentes caminhos para sua aplicação. A absorção através da pele combina a aromaterapia olfativa e a terapêutica; a absorção através da pele combina e estética e as massagens. Os quatro tipos têm varias aplicações a formas de utilização:
Aromaterapia estética: utiliza óleos essenciais em produtos e serviços para cuidados do rosto, pele, corpo, cabelos e couro cabeludo. Uma aromaterapia facial feita por uma esteticista pode demonstrar as capacidades hidrantes, rejuvenescedoras e penetrantes da aplicação externa de produtos feitos a partir de óleos essenciais. Um banho ou lava-pés é a forma mais simples e completa de experimentar a aromaterapia: algumas gotas são absorvidas pela pele e órgão internos.
Massagens aromaterapêuticas: utiliza os óleos essenciais para o cuidado do corpo através do tato. Uma massagem aromaterapêutica feita por um massagista fisioterapeuta (que usa produtos feitos com óleos essenciais) tem efeitos penetrantes não só nas áreas tópicas, mas em todos os órgãos. Os pés, em particular, representam a planta do que está ocorrendo em todo o corpo, bastam algumas gotas para se viajar, através do aparelho circulatório, para o ponto desejado.
Aromaterapia olfativa e psíquica: utiliza os óleos essenciais para aumentar o bem-estar emocional, acalmar através do relaxamento ou para estimular a memória e melhorar a capacidade mental. Os odores abrem a memória olfativa e libertam as emoções. Eles nos ajudam a sentir melhor e isto pode ter uma enorme influencia terapêutica sobre os sintomas relacionados ao stress. Cada pessoa tem sua própria percepção do aroma e uma preferência por determinados odores. A inalação e o método mais comum. Colocar os óleos em um difusor de aromas é outro ótimo método para se obterem benefícios da aromaterapia.
Aromaterapia terapêutica: utilizam as propriedades antibacterianas, anti-sépticas, analgésicas e antiinflamatórias dos óleos para a cura indireta. Para devolver ao corpo sua harmonia, os óleos essenciais estimulam o sistema imunológico natural. É um complemento e não substitui o tratamento medico.

Usos e cuidados com os óleos essenciais
Os óleos essenciais são muito concentrados,para que sejam usados com segurança, são necessários cuidados, respeito e conhecimentos de suas propriedades e ações. A maioria das aplicações é feita com apenas algumas “gotas”.
Aqueles que são fortes e muito voláteis evaporam com rapidez quando expostos ao ar. Embora sejam chamados de óleos, sua consistência é mais parecida com a água, tanto que evaporam sem deixar vestígios. O local e a forma como são guardados estão diretamente relacionados à sua longevidade. Eles devem ser guardados em recipientes hermeticamente fechados, longe do calor e da luz direta.

Precauções gerais e segurança
Como qualquer substancia concentrada, por favor, mantenha os óleos longe do alcance das crianças e dos animais. Não os ingira. Por causa da potencia de alguns deles, vá com cuidado e sempre consulte um aromaterapeuta nos seguintes casos: gravidez, pressão alta, epilepsia, ferimentos abertos, diabetes, erupções cutâneas, problemas neurológicos ou se estiver tomando algum remédio alopático ou homeopático. Usar os óleos mais seguros nas diluições corretas garante melhores resultados.
Óleos essenciais puros, não diluídos, quase nunca são aplicados diretamente sobre a pele. A medida que você for se tornando mais familiarizado com eles, saberá quais podem ser usados com segurança sem serem diluídos. Para aplicá-los na pele, dilua-los em um óleo vegetal puro (amêndoas, semente de uva, babosa, por exemplo). Para o banho ou lava-pés, dilua-os em água.
Deve-se ter um cuidado especial quando são usados óleos que aumentam a fotosensibilidade da pele aos raios ultravioletas, como os de angélica, verbena e os cítricos (bergamota, laranja, limão, lima, tangerina). Evite exposição aos raios ultravioletas até, no mínimo, quatro horas após sua aplicação


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